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07/07/2018 ás 07h16 - atualizada em 07/07/2018 ás 07h27

Redacao

Bom Jesus / PI

Tite fica com olhos marejados e evita falar de futuro na seleção brasileira
Perguntado sobre as falhas, Tite não quis falar sobre os erros.
Tite fica com olhos marejados e evita falar de futuro na seleção brasileira

O técnico Tite entrou na sala de imprensa da Arena Kazan com os olhos marejados após a eliminação contra a Bélgica nesta sexta (6), pelas quartas de final da Copa do Mundo. Ele não quis comentar se permanece à frente da seleção brasileira até o Mundial do Qatar.


"É inapropriado falar sobre futuro. É um momento de emoção, não tenho como te responder essa pergunta", disse o treinador. O técnico Tite ingressou no cargo em 2016 e tem contrato até o fim desta Copa do Mundo, mas ainda não definiu seu futuro.


A seleção sofreu dois gols no primeiro tempo em falhas individuais do volante Fernandinho. No primeiro, ele fez contra após cruzamento na área. No segundo, perdeu bola para Lukaku no meio de campo em lance que originou contra-ataque para De Bruyne ampliar.


Perguntado sobre as falhas, Tite não quis falar sobre os erros do atleta.


"Quero fazer uma análise e não vou entrar em individualidades porque é desumano. Entendo o futebol, mais do que a vida, como um contexto. Foi um grande jogo, tivemos a maior parte dominando. Na efetividade, a Bélgica conseguiu traduzir em gols", disse Tite.


O treinador do Brasil aproveitou para elogiar a atuação da Bélgica e quase se emocionou ao falar de um dos últimos lances da partida, quando Courtois defendeu com a ponta dos dedos chute de Neymar.


"A Bélgica tem jogadores tarimbados. Lukaku, De Bruyne, Hazard, Kompany, Courtois que estava iluminado... O Neymar bateu a última bola, eu levantei para gritar e ele tirou de mão trocada", relembrou Tite.


De acordo com as estatísticas da Fifa, o Brasil deu 26 chutes ao gol da Bélgica. Os europeus finalizaram oito vezes apenas. Para o técnico brasileiro, os belgas foram mais competentes.


"Não gosto de falar em sorte. O futebol tem um aleatório, mas não considero sorte. Sorte quando é a nosso favor é uma maneira educada das pessoas desprezarem a competência da gente. Isto é desprezo de competência. É do jogo. Sorte, acreditem, não é. O Courtois esteve bem, fez grandes defesas, não deu, vou fazer o quê? Mas sorte, não. Não teve sorte a Bélgica, teve competência. Quando caiu no pé, fez", avaliou Tite.


Tite ficou 26 jogos à frente da seleção brasileira, com 20 vitórias, duas derrotas e quatro empates. Sofreu apenas oito gols, sendo seis deles de bola aérea, como o primeiro da Bélgica nesta sexta.


Durante toda a entrevista, o técnico da seleção ficou com os olhos marejados. E rejeitou falar sobre futuro no time brasileiro.


"A dor talvez fique mais aflorada na hora. Está muito difícil falar com vocês. O sentimento fica amargo, pesado, está difícil. Talvez pesem os 30 anos de carreira para ter discernimento e falar agora. Uma coisa é certa, o torcedor enxerga. Talvez por isso ele reconheça e passe esse carinho", afirmou Tite.


"Não quero falar de futuro, estou aflorado. Não quero ser demagogo aqui e colocar do meu sentimento. Já explanei o orgulho de trabalhar com eles. Talvez tenha faltado competência, mas não dedicação plena", continuou.


A seleção brasileira deve deixar a Rússia no sábado (7). A Bélgica segue na briga pelo título e encara a França na terça (10), em São Petersburgo.


DE VOLTA PRA CASA


A eliminação do Brasil para a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, após a derrota por 2 a 0 em Kazan, nesta sexta-feira (6), aumentou o jejum da seleção em títulos mundiais.


O máximo que a seleção brasileira ficou sem comemorar a conquista de uma Copa do Mundo foram cinco edições do torneio.


O intervalo ocorreu em duas ocasiões. O primeiro foi entre as Copas de 1930, no Uruguai, e 1958, na Suécia, ano da primeira conquista brasileira. Neste período, o Mundial deixou de ser disputado nos anos de 1942 e 1946, em razão da Segunda Guerra Mundial.


A outra vez na história em que ficou cinco Copas sem vencer foi após a conquista do tricampeonato, em 1970, no México. Entre as Copas de 1974, na Alemanha, e 1990, na Itália, o Brasil passou em branco.


Só voltou a festejar ao 1994, nos Estados Unidos, após derrotar a Itália na disputa de pênaltis.


Única equipe pentacampeã em Copas, o Brasil festejou sua última conquista há 16 anos, na Copa de 2002, na Coreia e Japão, quando venceu a Alemanha na final por 2 a 0.


Desde então, foram quatro Copas e quatro eliminações.


Em 2006, na Alemanha, o carrasco brasileiro foi a França, que bateu o Brasil nas quartas de final por 1 a 0.


Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção foi superada também nas quartas de final pela Holanda, de virada, por 2 a 1.


Em 2014, no Brasil, a derrota mais traumática, com a incrível goleada de 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, na semifinal. Na disputa do terceiro lugar, nova derrota, um 3 a 0 para a Holanda.

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