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Cerrados Piauienses se preparam para produzir 7 milhões de toneladas de grãos

O agronegócio gera quase R$ 1,5 bilhão de imposto ao ano no Piauí.

06/01/2020 08h41Atualizado há 3 semanas
Por: Felipe/Gilbués
Fonte: Cidade Verde

A nova Lei Fundiária do Piauí, aprovada no final do ano passado pela Assembleia Legislativa, foi bem recebida pelos produtores rurais dos Cerrados.

O principal ponto da nova lei é que ela acaba com a figura do grileiro, destacou Moisés Barjud, conselheiro consultivo e ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja).

Em entrevista que fiz com ele no município de Bom Jesus, Moisés Barjud disse que a grilagem é uma estrutura organizada, com a participação do invasor de terras, do cartório corrupto, do agrimensor, do advogado, do servidor público e do financiador.

Toda essa rede cai com o novo marco legal, confia o conselheiro e ex-presidente da Aprosoja. Ele destacou que a nova legislação foi amplamente discutida com todos os interessados.

Salto na produção

Moisés Barjud ocupou a presidência da Aprosoja-Piauí por dois mandatos, sendo também vice-presidente da Aprosoja Brasil, e avalia que o governo deu ao problema a prioridade que ele merecia, criando as condições para a segurança jurídica no campo.

Com isso, em sua opinião, haverá mais facilidade para a regularidade ambiental, o acesso ao crédito, o aumento da produção e a geração de mais emprego e renda.

Conforme o conselheiro da Aprosoja, o Piauí tem hoje, nos Cerrados, uma área plantada de 750 mil hectares.

Com as novas regras, existe a possibilidade de essa área ser ampliada imediatamente para 1 milhão e 100 mil hectares.

Muitas propriedades têm licença, mas não produzem por carência de crédito, explicou o produtor.

Resolvido o problema fundiário, que o ex-presidente da Aprosoja considera como o maior do setor, em pouco tempo a produção agrícola do Piauí vai saltar de 4,4 milhões de toneladas por ano para 7 milhões, conforme a sua estimativa.

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