Quarta, 28 de Outubro de 2020 07:53
89 98127-8118
Blogsecolunas POLÍTICA

Endeusamento a Bolsonaro não passa de um ‘Lulismo ao contrário’

Paixões políticas precisam ser colocadas de lado pelo bem do país.

23/01/2020 11h28 Atualizada há 9 meses
Por: Redação
Endeusamento a Bolsonaro não passa de um ‘Lulismo ao contrário’

Jair Messias Bolsonaro foi eleito em 2018 Presidente da República em meio a um conturbado cenário político no país, que teve um ex-presidente preso e outra que sofreu impeachment, ambos do PT.

A eleição de um candidato que prometia um duro combate à corrupção, à “velha política” e à violência encheu de esperança boa parte da população, ao mesmo tempo que dividiu o país, visto que milhões de brasileiros idolatram o ex-presidente Lula e acreditam em sua inocência, mesmo em meio a diversos indícios de corrupção em seu governo.

Um ano após assumir a dura missão de recolocar o país nos trilhos, Bolsonaro acumula muitos acertos e importantes avanços em áreas como economia, segurança pública e infraestrutura, como por exemplo a continuidade das obras da BR-135.

No entanto, muitas de suas decisões e até falta de posicionamento são bastante questionáveis. Um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro, é acusado de ter mantido funcionários fantasmas em seu gabinete quando era deputado estadual do Rio de Janeiro. O Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi indiciado pela Polícia Federal por uso de candidaturas laranjas no PSL de Minas Gerais. Mais recentemente, Fabio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), recebeu, por meio de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro, o que além de ilegal, é imoral.

Bolsonaro defende a inocência de seu filho e não afastou Marcelo Álvaro ou Fabio Wajngarten. Tais decisões diminuíram sua aprovação entre seus eleitores, visto que o mesmo afirmou em campanha que afastaria qualquer membro de seu governo com indícios de envolvimento em corrupção.

Nas redes sociais, alguns “escudeiros” de Bolsonaro se comportam tais como os defensores de Lula e do PT, defendendo a todo custo todas as suas decisões e falas polêmicas.

É preciso se fazer uma análise cética, deixar a paixão política de lado, lembrar que a eleição já passou e cobrar do presidente uma postura e decisões em favor do país e dos brasileiros, e não de seus aliados políticos. Defender Bolsonaro a todo custo nada mais é do que “um Lulismo ao contrário”.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.