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CORONAVÍRUS

Governadores defendem medidas restritivas e pedem suspensão de dívidas

Governantes enfatizam que 'prioridade é a vida'.

26/03/2020 09h44
Por: João Victor
Fonte: Cidade Verde

Em reunião por videoconferência, nesta quarta-feira (25), o Fórum de Governadores do Brasil decidiu manter nos estados as medidas restritivas para reduzir o avanço do novo coronavírus. O grupo também pediu que o Governo Federal suspensa o pagamento das dividas dos estados com a União por um ano. 

Em Teresina (PI), o governador Wellington Dias (PT) participou da reunião, que contou com a participação de todos os governadores estaduais e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) - apenas Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, se ausentou. 

Foram duas horas e meia de reunião, a primeira do grupo após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que, na noite de terça-feira (23), contestou a imposição de isolamento social e fechamento do comércio, entre outras medidas adotadas por estados e municípios para evitar aglomerações. 

"A posição do Fórum dos Governadores do Brasil não mudou. Saímos desta agenda ainda mais unidos e fortalecidos. Aqui a prioridade é a vida. Nós vamos trabalhar para a contenção do coronavírus no Brasil", disse Wellington Dias, após a reunião.

Os governadores também recomendaram a aprovação de um projeto de renda mínima e a redução da meta de superávit fiscal. Os gestores ainda pediram que o Congresso aprove o Plano Mansueto, que prevê acesso a empréstimos da União tendo promessa de ajuste fiscal como contrapartida. 

Na pauta econômica, Wellington Dias destacou a necessidade de medidas para amparar trabalhadores e empresas que foram prejudicadas com as ações para impedir o aumento súbito do número de casos de Covid-19, como ocorreu em países como Itália e Espanha. 

"Na economia, nós vamos trabalhar a proteção do emprego, e ao mesmo tempo nós queremos uma medida mais ousada do Congresso Nacional e do Governo Brasileiro na proteção das empresas, e garantir especialmente os pequenos, os autônomos, os que mais precisam", completou o governador. 

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