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Notícias PIAUÍ

18 cidades do Piauí são apontadas como epicentro da pandemia

Pesquisa aponta os índices da interiorização do novo coronavírus.

23/06/2020 15h46 Atualizada há 3 meses
Por: Fonte: R10
18 cidades do Piauí são apontadas como epicentro da pandemia

A interiorização da Covid-19 no interior do Estado do Piauí, estratégias de tratamento e o uso da dexametasona no combate ao novo vírus e o crescimento da incidência da Covid-19 nos municípios do litoral. Esses são os temas do novo Boletim do Observatório de Vigilância Sanitária e Epidemiológica da UESPI.

O prof. Vinícius Alexandre, especialista em Vigilância Sanitária e doutorando em Epidemiologia pela Fundação Oswaldo Cruz, considerou as taxas de crescimento da doença no Estado para fazer uma pesquisa descritiva e de análise  exploratória dos casos da Covid-19 no Piauí. O objetivo, segundo o pesquisador, foi apontar os índices da interiorização do novo coronavírus.

O tempo da pesquisa levou em conta os casos diagnósticos no período de 19/03 a 13/06/2020 e apontou como sendo epicentros locais a capital Teresina, e em seguida: Parnaíba, Barras, Campo Maior, Picos, Esperantina, União, Piripiri, Demerval Lobão, Altos, Água Branca, Uruçuí, Miguel Alves, Oeiras, Batalha, Floriano, Bom Jesus e Luís Correia.

“Nós avaliamos o crescimento de casos no Estado e temos, agora, uma noção melhor de como essa doença está se espalhando. É importante para que os gestores e toda a comunidade possam ter um planejamento e um posicionamento diante dessa pandemia, já que eles sabem a dinâmica com que o espalhamento dessa doença está ocorrendo. Começamos a discutir já nesse trabalho e vamos continuar nas próximas pesquisas, como esse espalhamento acontece considerando a malha rodoviária do Estado e os fluxos de mobilidade que estão instalados no Piauí. Diante disso, a partir de dados científicos, somos desfavorável a um  flexibilização por conta de um processo ascendente que vivemos diante dessa crise pandêmica”, afirmou o Prof. Vinícius.

A Dexametasona e a Covid-19

Os professores Fabrício Pires de Moura do Amaral, Doutor em Farmacologia  e Coordenador do Mestrado Profissional em Biotecnologia em Saúde Humana e Animal da UESPI, o Francisco Eugênio Deusdará de Alexandria, Mestre em Genética e Toxicologia Aplicada, Doutorando em Engenharia Biomédica, Infectologista do Hospital Getúlio Vargas e Professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Curso de Medicina da Unifacid, eles são responsáveis pela pesquisa sobre a Dexametasona contra a Covid-19.

De acordo com os pesquisadores três palavras são importantes, porque são os pilares quando se procura um tratamento contra uma doença – eficácia, efetividade, eficiência e segurança. É consensual entre os professores ao afirmarem que o novo coronavírus trouxe uma urgência entre os cientistas para encontrarem, em tempo recorde, um tratamento adequado que reúna todos os pilares e encontre a cura para a Covid-19.

Na pesquisa dos professores, eles alertam para o uso da dexametasona e traz dados que mostram que tal fármaco não tem ação ou poder preventivo. Diante disso, chamam a atenção das autoridades ligadas à saúde para o uso racional e, em particular, para a publicidade correta no sentido de evitar a automedicação por parte da população.

“Em relação a dexametasona, nós avaliamos a pesquisa da Universidade de Oxford. Posso afirmar que esse está sendo a melhor notícia quanto aos efeitos de um fármaco, um medicamento contra a Covid-19. Ele é utilizado contra vários tipos de doença autoimune e outros fins. Contra a Covid-19, a universidade mostrou eficiência do medicamento principalmente em pacientes que estão fazendo uso de ventiladores mecânicos. Devemos deixar bem claro que esse medicamente somente pode ser utilizada nessa condição de Covid sob supervisão médica. De outra forma, a dexametasona pode agravar  a doença no paciente”, alertou o prof. Fabrício.

O crescimento e incidência da Covid-19 em municípios do território de desenvolvimento Planície Litorânea, Piauí – Parnaíba, Luís Correia e Buriti dos Lopes

O impacto do crescimento da doença nos territórios do litoral piauiense é o foco deste artigo produzido pelos professores Francisco de Paula Santos de Araujo Junior, Especialista em Metodologia do Ensino da Matemática(UESPI), Mestre em Matemática PROFMAT/UESPI e Docente provisório de Matemática/UESPI – Parnaíba-PI;  Arnaldo Silva Brito, Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação(UFRJ), Pós- doutor pela Universidade Federal do Piauí,  Coordenador do Mestrado Profissional em Matemática – PROFMAT/UESPI e Docente de Matemática/UESPI, e Carlos Rerisson Rocha da Costa, Especialista em Geografia do Nordeste – Desenvolvimento e Gestão de Territórios (UERN), Mestre em Geografia(UFPI), Doutor em Geografia(USP) e Professor Geografia/UESPI.

Os pesquisadores chamam a atenção para os impactos negativos da diminuição do isolamento social em Parnaíba, Luís Correia e Buriti dos Lopes. No artigo, eles trazem um dos motivos dessa diminuição na taxa de isolamento e, consequentemente, o aumento no números de infectados.

Nas primeiras semanas da Covid-19, as médias de isolamento nas três cidades não chegaram a 40%. Depois de dois meses, Parnaíba e Luís Correia conseguiram um índice de 50% de isolamento social. E na décima semana  somente Luís Correia conseguiu manter tal índice.

A liberação de algumas atividades comerciais foi um fator que contribuiu para a redução da taxa de isolamento social e os pesquisadores alertam que entre as 10 cidades piauienses com maior número de casos, Parnaíba e Luís Correia estão entre elas.

O artigo alerta que medidas mais severas serão necessárias  para evitar mais contaminação e mortes nessas cidades.

“Foi uma análise das atividades de reabertura na cidade de Parnaíba e seus impactos nas cidades vizinhas, Luís Correia e Buriti dos Lopes. Alertamos que precisamos aumentar a taxa de isolamento social. Depois de dois meses, essas cidades chegaram perto dos 50% e depois disso não voltou a este patamar e, na verdade, está diminuindo”.

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