Domingo, 27 de Setembro de 2020 06:33
89 98127-8118
Dólar comercial R$ 5,55 0.8%
Euro R$ 6,47 +0.49%
Peso Argentino R$ 0,07 +1.02%
Bitcoin R$ 62.570,41 -0.961%
Bovespa 96.999,38 pontos -0.01%
Notícias GILBUÉS-PI

Gilbués: 'Manim' teria desviado mais de R$ 1 milhão, aponta auditoria

Em apenas 63 dias, ex-prefeito teria contratado empresas sem licitação e feito pagamentos não justificados.

10/09/2020 11h19 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Paulo Henrique Nogueira Mascarenhas.
Paulo Henrique Nogueira Mascarenhas.

Tendo como base uma lei orgânica do município que posteriormente foi julgada como inconstitucional, a Câmara Municipal de Gilbués havia afastado o prefeito eleito Léo Matos do cargo. O vice-prefeito Paulo Henrique Nogueira Mascarenhas, o “Manim”, como é conhecido, assumiu o cargo.

Após reassumir a Prefeitura, após decisão do desembargador Erivan Lopes, Léo Matos instalou uma auditoria no município para apurar atos do então prefeito interino (Manim), que no período de 63 dias, realizou contratações e pagamentos que chamam atenção pelo alto valor despendido no curto espaço de tempo e as formas de contratações, além de, supostamente, Manim ter feito pagamentos por serviços não realizados e medicamentos que não fora entregues. Empresas foram contratadas sem licitação por valores astronômicos.

A título de exemplo, a Prefeitura de Gilbués, enquanto administrada por Manim, pagou a empresa DISTRIMED mais de R$ 400 mil em medicamentos, que totalizam mais de R$ 6 mil por dia. Segundo Léo Matos, não há comprovação de que esses medicamentos foram entregues à Secretaria de Saúde. Além disso, a referida empresa é investigada pela Polícia Federal por fraude na venda de medicamentos e materiais relacionados à COVID-19, em casos similares aos contatados em Gilbués pela auditoria.

Chama atenção ainda de o município ter contratado uma empresa da cidade de Cedro, em Pernambuco, distante quase 1 mil km, para realizar serviço de sanitização em prédios públicos, onde foram realizados dois pagamentos que totalizam R$ 15,9 mil. Segundo apurou a auditoria, o serviço nunca foi realizado. Léo Matos quer que a empresa faça a devolução dos valores pagos pelo município.

Somados os pagamentos que a auditoria julga como não justificados, feitos a pessoas físicas e jurídicas, o prejuízo aos cofres públicos teria sido de mais de R$ 1 milhão.

Léo Matos entrou com uma representação no Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) contra o ex-prefeito Paulo Henrique Nogueira Mascarenhas, que foi recebida pelo conselheiro Delano C. da Cunha. Manim terá 15 dias para prestar esclarecimentos ao órgão de controle.

O prefeito também solicitou que a Procuradoria da República de Corrente e a Promotoria de Justiça da Comarca de Gilbués tomem providências para apurar esses e outros atos constatados.

Veja mais detalhes nos documentos abaixo:

Relatório preliminar da auditoria

Pedido de Providências ao TCE-PI

Pedido de Providências ao MPF

Pedido de Providências a Promotoria de Justiça

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.