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Piauí perde R$ 150 milhões com cortes no orçamento do Governo Federal

Segundo o deputado Átila Lira, os recursos afetam estradas e barragens no estado.

28/04/2021 17h13
Por: Redação

O Piauí perderá R$ 150 milhões com os cortes que o governo federal fez no Orçamento 2021. Os recursos, oriundos de emendas parlamentares, seriam usados principalmente em infraestrutura. Já sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no total o orçamento teve um corte de R$ 29,1 bilhões.

“O orçamento foi aprovado pelo Congresso, mas o governo através do Ministério da Economia fez uma avaliação e verificou que precisava fazer um ajuste. Foi o ajuste com alguns cortes que foram noticiados na área da educação, saúde e infraestrutura. No caso do Piauí o corte foi de R$ 150 milhões envolvendo emendas ligadas à infraestrutura”, disse o coordenador da bancada do Piauí no Congresso, deputado federal Átila Lira (Progressistas), em entrevista à TV Cidade Verde.

Segundo ele, os recursos afetam estradas e barragens no estado, no entanto, na área de saúde estão preservados. “Aqui perdemos estes recursos prejudicando estradas e algumas barragens, mas o dinheiro para a covid, postos e hospitais foram mantidos. Isso não foi só o Piauí. De maneira geral o Brasil teve um ajustamento no seu orçamento, mas as emendas chamadas individuais e de bancadas prevaleceram. Elas não foram mexidas”, destaca.

Átila Lira ressalta que os municípios não foram diretamente afetados com o corte de recursos, o que não acontecerá com programas mantidos pelo governo estadual.

“Os municípios não foram muito afetados. Onde houve compromisso com programas foi com o governo do estado, que tem um programa de estradas e um programa de recuperação de barragens. O estado foi prejudicado neste primeiro momento”, disse.

O coordenador garante que, mesmo com os cortes, a média de recursos investidos será a mesma do ano passado.

“Vamos manter o mesmo nível de recursos do ano passado. O corte foi no crescimento orçamentário que os parlamentares conseguiram com os relatores. De qualquer jeito o orçamento é dinâmico e se a economia responder parte do orçamento nós poderemos recuperar”, afirma, ressaltando que os cortes foram nas chamadas emendas acessórias.

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