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Saiba quais são os efeitos colaterais das vacinas de Covid-19 em uso no Brasil

Especialistas reforçam que imunizantes são seguros. Confira:

09/06/2021 13h57
Por: Redação - Portal B1 Fonte: CNN
Saiba quais são os efeitos colaterais das vacinas de Covid-19 em uso no Brasil

A aplicação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil tem provocado dúvidas sobre seus possíveis efeitos colaterais. As reações mais comuns após a vacinação incluem dor ou sensibilidade e inchaço no local da injeção, além de febre baixa e dor no corpo, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

As pessoas também podem apresentar quadros de fadiga e calafrios, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os sintomas podem aparecer no momento da aplicação, ou entre 24 e 48 horas, e cessam em poucos dias.

Segundo o infectologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Álvaro Furtado, as reações adversas podem ser classificadas em leves, moderadas e graves e são comuns a todas as vacinas disponíveis contra a Covid-19.

“Não são todas as pessoas que evoluem para eventos adversos. Quando aparecem, na maioria das vezes, são efeitos leves, transitórios com desaparecimento entre 24h e 48h, e não colocam em risco a vida da pessoa”, diz.

O infectologista explica que não há indícios científicos de que uma vacina provoque eventos adversos mais intensos do que outras. “Para a Covid-19, apesar das vacinas serem produzidas com tecnologias diferentes, os eventos adversos são muito parecidos entre os imunizantes Pfizer, Coronavac, AstraZeneca, Covaxin, Sputnik e Janssen”, afirma. (veja quadro abaixo)

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – Regional do Espírito Santo, Ana Paula Burian, ressalta que os eventuais riscos de eventos adversos graves após a administração da vacina são muito menores do que os da infecção pela Covid-19. Ela destaca a importância do monitoramento dos sinais e da procura por atendimento médico caso os sintomas persistam por mais de 48h ou se intensifiquem, independentemente da duração.

A especialista afirma que não há uma explicação científica do porquê algumas pessoas apresentam efeitos mais fortes do que outras após a vacinação. “Somos diferentes, não tem explicação para isso. Você pode vacinar irmãos, de uma mesma família, mesmo pai e mesma mãe, e um não ter sintoma nenhum e outro cair de cama, por exemplo”, diz.

Segundo Álvaro, não há como estimar a possibilidade de reação adversa. “Isso diz respeito à parte genética e imunológica, algumas pessoas têm mais eventos adversos, não tem como prever isso”, explica.

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