
A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na manhã desta segunda-feira (19/10), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula (PT) no segundo turno. Brancos, nulos e indecisos somam 2,6%. Nos votos válidos, o senador tem 51,1%, ante 48,9% do presidente, uma vantagem de 2,2 pontos percentuais. A coleta foi encerrada neste domingo (18/10).
A diferença entre os candidatos nos votos válidos caiu de 5,6 pontos percentuais, na pesquisa divulgada em 8 de outubro, para 2,2 pontos nesta rodada. A distância ainda supera a margem de erro de 1 ponto percentual. No período, Flávio perdeu 1,7 ponto, enquanto Lula ganhou 1,7 ponto.
A divisão de votos por gênero se acentuou. Flávio Bolsonaro subiu de 57,7% para 61,7% entre os homens, e Lula foi de 53,6% para 58,9% entre as mulheres. No Nordeste, o presidente passou de 57,6% para 62,8%. Flávio continua à frente no Sul (59,5%), no Centro-Oeste (56,5%) e no Sudeste (55,4%), mas perdeu força nas duas primeiras regiões. No Centro-Oeste, a queda foi de 9,2 pontos. Entre os evangélicos, o senador oscilou de 72,7% para 69,7%. Lula manteve a liderança entre eleitores com renda familiar de até R$ 2 mil (55,7%).
Eleitores de candidatos que ficaram fora do segundo turno podem ter papel decisivo na disputa. Entre os que votaram em Ronaldo Caiado, 69,8% declaram intenção de votar em Flávio Bolsonaro, ante 24,5% em Lula. Já o eleitorado de Augusto Cury tende a favorecer o presidente: 52,1% preferem Lula e 42,4%, Flávio.
A maior indefinição está entre os eleitores de Renan Santos. Nesse grupo, 33,5% optam por Flávio, 31,9% por Lula e 34,6% estão entre brancos, nulos e indecisos. Entre os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, Lula tem 55,7% das intenções de voto.
A avaliação do governo Lula também apresenta melhora, mas segue negativa. A desaprovação do presidente é de 52,3%, enquanto a aprovação chega a 46,2%, ante 45% em 8 de outubro. A avaliação de ótimo ou bom subiu de 37% para 40,7%. Já a de ruim ou péssimo permanece em 50,6%.
As medidas anunciadas pelo governo nos últimos dias têm avaliação predominantemente positiva, mas com diferenças importantes entre as propostas. Zerar os impostos federais sobre combustíveis é a iniciativa mais bem avaliada: 60% a classificam como ótima ou boa, contra 31% que a consideram ruim ou péssima, saldo positivo de 29 pontos percentuais.
Na sequência aparecem o fim da escala de trabalho 6x1, com saldo de 15 pontos, o perdão e a renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), com 10 pontos, e o Pix MEI, com 9 pontos. O Pé-de-Meia Universitário divide mais as opiniões: o saldo é de apenas 2 pontos percentuais, e 41% avaliam a medida como péssima.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg consultou 4.998 eleitores pela internet entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para cada lado e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi pago pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o número BR-02418/2026.
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